Você sabe quais as vantagens e desvantagens do processo de IPO?

7 minutos para ler

O processo de abertura de capital (IPO) compreende uma importante etapa no crescimento de uma empresa e pode ser crucial para que os resultados e rendimentos sejam ainda melhores no futuro. Além disso, permite otimizar as operações M&A com aumento de credibilidade e de opções de negociação entre as organizações.

Mesmo com as vantagens, é preciso conhecer também as desvantagens, como o alto custo e burocracia, para saber se é o ideal em cada caso. Se quiser saber mais sobre o assunto e entender quais as vantagens e desvantagens do processo de IPO, acompanhe!

O que é IPO?

IPO é uma sigla para Oferta Pública Inicial, em português. Compreende o momento em que uma empresa abre capital para o mercado, oferecendo ações para serem compradas por qualquer investidor na Bolsa de Valores.

Assim, qualquer comprador passa a ter participação acionária na organização e se tornar sócio, tendo que investir a fim de ganhar benefícios e retorno sobre o investimento. Existem duas formas de fazer IPO: distribuição primária e secundária.

Na distribuição primária, a empresa é a responsável pela emissão e venda das suas ações aos investidores no mercado. Nesse cenário, a negociação ocorre entre os futuros acionistas e a empresa, com os recursos indo para o caixa da organização. Já na distribuição secundária, o vendedor das ações é o dono do negócio ou um dos sócios já existentes. Nesse caso, o valor captado é destinado às pessoas que venderam suas partes.

O IPO é uma estratégia que faz parte da jornada de crescimento de companhias, no entanto, é complexo e requer uma análise minuciosa e cuidadosa. Ou seja, é preciso considerar profundamente quais as vantagens e desvantagens do processo de IPO antes de tomar uma decisão.

Quais as principais vantagens do processo de IPO?

A seguir, estudaremos em detalhes as principais vantagens do IPO. 

Acesso aos recursos dos acionistas

IPO é, como já falamos, uma oferta que visa vender uma parte da organização a qualquer investidor no mercado. Dessa forma, é uma forma fácil de captar recursos para projetos e para estimular o crescimento da empresa.

É possível conseguir dinheiro para produtos e projetos, expansão em novos mercados, bem como para quitar dívidas e obrigações existentes a fim de garantir a saúde e continuidade da corporação.

Ou seja, é uma boa maneira de levantar recursos necessários de modo a manter o negócio em ordem e viabilizar o investimento em novas abordagens e tecnologias também.

Novos caminhos e possibilidades para o negócio

O levantamento desses recursos permite uma visão mais ampla, com a possibilidade de traçar novos caminhos e explorar oportunidades diferentes para a companhia, visando sempre a evolução.

Um exemplo disso são as fusões e aquisições, que ganham viabilidade com o capital aberto: empresas podem adquirir outras e negociar ações como forma de pagamento, o que possibilita expansão para novos mercados e incorporação de novas ferramentas e tecnologias com o processo de M&A.

Atração de melhores profissionais

Da mesma forma, ações podem ser negociadas como pagamento de profissionais especialistas do mercado. Logo, a corporação passa a atrair também os melhores nomes na área e a conquistar espaço, com maior credibilidade aos olhos dos profissionais.

Ou seja, ser listada na bolsa de valores funciona como uma exposição positiva da empresa, projetando o nome da organização para conquistar novas oportunidades e ser cobiçada por mais pessoas. 

Lucro para os proprietários

IPO também é sinônimo de mais lucro para os proprietários: seja pelo crescimento e expansão com investimentos feitos pelos acionistas, seja pela possibilidade de vender e negociar ações a qualquer momento na Bolsa, com uma boa liquidez.

Desse modo, os proprietários lucram e recuperam o investimento que foi feito no negócio no começo, bem como todo o esforço para fundar e estabelecer a empresa no mercado. 

Quais as principais desvantagens do processo de IPO?

Analisaremos agora as desvantagens do IPO.

Burocracia e custos

O processo de IPO é longo e burocrático, chegando a durar cerca de 1 ano. É preciso contar com o apoio especializado de uma instituição financeira específica, o banco de investimentos, e equipes dedicadas a seguir com a operação. Afinal, envolve muitas variáveis e análises, bem como levantamento do real valor da companhia e projeção dos fluxos de caixa, entre outras questões.

Além disso, existem os custos, que podem chegar até milhões de reais, sendo que a empresa deve desembolsar cerca de R$ 1 milhão para se manter com capital aberto depois do IPO. Envolve também despesas com auditoria externa, preparação dos documentos necessários, geração de relatórios e conformidade com as normas da CVM, órgão responsável. 

Apurações e regulamentos mais intensos

A companhia com capital aberto passa a ter que responder abertamente para a CVM e deve explicitar suas informações contábeis, financeiras e tributárias, sendo que elas ficam sujeitas à fiscalização e apuração intensa. Assim, é preciso seguir uma forte regulamentação e garantir conformidade, com uma série de documentos e relatórios, como relatório de administração e sustentabilidade, além do balanço patrimonial.

Falta de sigilo

Como a empresa é obrigada a divulgar seus dados, o sigilo do negócio é reduzido. Ou seja, a companhia deve divulgar seus dados particulares, que podem ser expostos, inclusive, para concorrentes. Isso ocorre por conta da necessidade de transparência para os acionistas. 

Menos liberdade sobre o seu negócio 

Se acionistas podem adquirir uma parte do negócio, eles passam a receber o lucro no balanço anual, mas também ganham poder decisório dentro da organização. Inclusive, é criado um conselho para proteger os interesses dos investidores e as escolhas dos líderes devem ser sempre comunicadas com esse conselho.

Dessa forma, os donos perdem um pouco da liberdade de ação e de direcionamento da companhia, tendo que estar em conformidade com todos os investidores. Ao mesmo tempo, isso envolve maior pressão por crescimento para a empresa, já que ela deve render resultados rápidos para satisfazer os acionistas.

Como me preparar para um processo de IPO?

Uma das etapas importantes na preparação para o IPO é o valuation. É fundamental que a empresa faça uma análise minuciosa dos aspectos financeiros e contábeis para levantar um preço justo do negócio como um todo, o que permite a divisão dos valores de cada ação.

Esse processo de avaliação leva em conta fatores como as projeções do fluxo de caixa e o patrimônio líquido da companhia, logo requer uma organização maior das finanças. Vale destacar também a importância de uma investigação geral dos aspectos financeiros, legais e fiscais, com o processo de Due Dilligence.

Da mesma forma, é imprescindível submeter o negócio a uma análise de riscos, que considera fatores internos e externos para considerar se é realmente lucrativo fazer uma Oferta Pública Inicial.

Questões como estagnação do mercado, incertezas da economia e políticas governamentais devem ser analisadas para que a empresa seja capaz de predizer suas condições e entender se é viável oferecer parte das ações para investidores externos.

O procedimento de IPO é longo, burocrático, mas, quando bem-feito, pode agregar vantagens incríveis para as empresas. A possibilidade de levantar recursos para o crescimento e investimento em novas oportunidades, bem como para realizar fusões e aquisições, pode ser exatamente o que a companhia precisa no momento. No entanto, deve-se considerar as desvantagens, como a perda de parte do controle da corporação.

Agora que você já sabe quais as vantagens e desvantagens do processo de IPO, comente abaixo suas impressões sobre o assunto!

Posts relacionados