Você sabe como preparar fusões e aquisições? Nós te explicamos!

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Em 2019, o Brasil alcançou um volume expressivo e histórico de 912 transações comerciais, no entanto, será que os gestores estão sabendo de fato como preparar fusões e aquisições de qualidade?

Do termo em inglês Mergers and Acquisitions (M&A), o mercado de fusões e aquisições começou a ganhar mais importância no país a partir da década de 1980, sendo que, de lá para cá, vimos cases famosos, como os da AmBev, BRF, Itaú Unibanco, Latam, Raia Drogasil, entre outras organizações.

Neste artigo, veja qual é a diferença básica entre fusões e aquisições, o porquê de colocar em prática esse processo e o que deve considerar. Confira!

Qual é a diferença entre fusões e aquisições?

Sendo dois processos estratégicos, as fusões e aquisições apresentam aspectos distintos, mas que podem trazer resultados satisfatórios para os gestores conforme os objetivos traçados.

De maneira geral, a fusão ocorre quando duas empresas do mesmo setor ou porte se unem, gerando um negócio com nova estrutura jurídica, visual e, logicamente, societária.

Já no caso das aquisições, o processo é efetuado quando uma organização resolve deter a maioria das ações de outra companhia, obtendo assim o seu controle acionário.

Contudo, não necessariamente a marca adquirida terá um fim, pois, em muitas situações, as duas empresas continuam com os seus empreendimentos sem qualquer abalo nos pilares organizacionais.

Do ponto de vista estrutural e característico, a fusão pode ser classificada como extensão de mercado (mesmos produtos em mercados distintos) ou extensão de produto (produtos similares em operações do mesmo nicho).

Do outro lado, as aquisições podem apresentar alguns tipos:

  • horizontal: quando há a compra de um competidor direto, a fim de eliminar a concorrência;
  • vertical: quando existe a compra de uma fornecedora ou consumidora dos produtos ou serviços;
  • diversificada: com o intuito de adquirir uma companhia completamente fora do ramo de atividade da empresa compradora;
  • private equity: uma aquisição mais bem estruturada, tendo um fundo de capital como investimento.

Por que considerar uma fusão ou aquisição?

Conforme as mudanças do ambiente macroeconômico e oportunidades de gerar lucros substanciais, os gestores com visão de mercado estão sempre de olho em situações as quais podem construir um negócio ainda melhor.

Com isso, vejamos abaixo os principais fatores que podem nortear você a preparar fusões e aquisições um dia.

Adicionar propriedade intelectual e conhecimentos valiosos

Com o objetivo de fomentar a área de pesquisa e desenvolvimento e, claramente, ampliar a cultura da inovação, as empresas podem unir forças ou uma companhia ter um controle acionário de outra para fornecer propriedade intelectual.

Quanto maior o know-how compartilhado entre ambas as partes, naturalmente maior será a chance de preencher uma bela fatia de mercado e gerar produtos ou serviços de qualidade.

Criar uma entidade comercial mais fortalecida

O processo de M&A pode construir uma imagem melhor da(s) empresa(s), especialmente quando uma delas não anda tão bem das pernas assim.

Inclusive, em tempos de crise, a junção de forças pode significar um progresso substancial em relação à marca ou segmento, tal como tem acontecido com os acenos da indústria farmacêutica para acordos comerciais, a fim de derrotar o coronavírus.

Alterar o modelo de plano de negócios

Principalmente no âmbito das aquisições, ter o controle majoritário pode conferir a você o poder de diversificar os processos e ampliar os horizontes da companhia, de modo que consiga aproveitar as oportunidades que se escancaram pelo caminho.

Uma universidade, por exemplo, ao comprar uma simples papelaria em frente de seu prédio, pode ganhar nas duas pontas: com as matrículas e os trabalhos acadêmicos.

Como preparar fusões e aquisições?

Evidente que todo esse processo para preparar fusões vantajosas ou aquisições de primeira linha não acontece da noite para o dia, pois é necessário todo um trâmite jurídico, contábil, financeiro, imobiliário, tecnológico etc.

Tendo isso em vista, acompanhe algumas das vertentes que você deve seguir ao cogitar um M&A para o seu negócio.

Faça acordos claros

Dentro da Due Diligence, que ocorre tanto em fusões quanto em aquisições, as estruturas de acordos de confidencialidade devem estar devidamente ajustadas, de modo que haja concordância em manter discrição durante as negociações.

As transações comerciais nesse sentido podem ser efetuadas por meio da compra de ações, venda de ativos e da fusão propriamente dita.

Todas as intenções do negócio precisam estar claríssimas para que haja transparência não somente em relação às atitudes dos gestores, mas também para respaldar o mercado investidor e respeitar as normas de uma boa governança corporativa.

É preciso analisar a composição do acordo, o consentimento de terceiros, a aprovação do conselho administrativo, os dados estratégicos e assim por diante.

Estabeleça responsabilidades

Tão importante quanto destinar as devidas funções na gestão de projetos em M&A, a fim de elaborar um escopo com todos os recursos indispensáveis para fechar o acordo, está a distribuição de responsabilidades ao preparar fusões e aquisições.

Todos esses processos burocráticos precisam estar devidamente esclarecidos para que não aconteça quaisquer problemas futuros, especialmente no que se refere à cultura organizacional.

Dentro desse aspecto, verifica-se até que ponto cada parte envolvida participará das obrigações em relação às dívidas, indenizações, riscos e demais fatores que são inerentes ao cotidiano de empresas com grandes ambições.

No que se refere à transferência de responsabilidade, por exemplo, as companhias formadas em fusões adquirem todos os passivos das entidades anteriores, enquanto, nas aquisições, a companhia majoritária fica com os passivos.

Prepare os líderes

É necessário deixar em pratos limpos quem vai ficar ou sair no processo de fusões e aquisições, uma vez que o clima de insegurança pode permear entre os colaboradores e acionistas.

Ter decisões pontuais quanto aos recursos humanos é essencial para não prejudicar o clima da empresa e, da mesma forma, respingar na marca uma imagem ruim.

Inclusive, o papel da liderança deve ficar evidente, de modo que haja as devidas alterações no quadro funcional sem causar prejuízos impactantes no processo produtivo e andamento do negócio.

Torna-se crucial que aconteça uma conversa franca para especificar a nova cultura implementada, de maneira que esse processo seja orgânico, humanizado e estratégico.

Como resumo da ópera, perceba que preparar fusões e aquisições é algo que requer estudo de mercado, soluções práticas e transparência nas decisões, porém, se tudo transcorrer como esperado, pode representar exponenciais melhorias.

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