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ESG: saiba se isso é importante durante um M&A no Brasil

Atualizado: 26 de abr.

O Brasil tem passado por fortes transformações no ambiente corporativo com as atividades de M&A — Mergers and Acquisitions (fusões e aquisições) tem ritmo acelerado, indo na contramão da crise econômica. Se por um lado essa atividade é cada vez mais normal em território nacional, por outro, ainda é preciso observar com mais cautela essas operações sob a perspectiva do ESG.

Em grandes operações como as de M&A todo cuidado é pouco e, além disso, é preciso ter um olhar mais específico sobre a responsabilidade social, ambiental e demais aspectos que essa operação atinge no meio que interage.

Mas será que realmente o ESG exerce um papel importante nos processos de fusão e aquisição que acontecem no Brasil? Neste artigo você encontrará a resposta para esse e outros questionamentos relacionados ao tema.

Então, continue esta leitura e saiba mais.



O contexto de M&A no Brasil


Embora o Brasil vivencie há alguns anos um período de recessão econômica, pesquisas apontam que existe um clima de boas expectativas para 2021 e 2022, o que impulsiona as atividades de fusões e aquisições.

Conforme aponta a pesquisa “Panorama de M&A no Brasil”, realizada pela Deloitte, 64% dos executivos acreditam na recuperação econômica entre o final de 2021 e início de 2022. Para as operações de fusões e aquisições, 71% dos executivos estão buscando ativamente oportunidades para crescer inorganicamente. A pesquisa aponta também que 95% dos executivos esperam que em 2021 as ações de M&A sejam maiores das que foram registradas em 2020.

Esses dados levam à reflexão sobre o M&A e como o ESG tem o seu grau de importância sobre essas atividades.


Uma breve abordagem sobre ESG


Falando de ESG, podemos entendê-lo como um score que mede o nível das práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa. Por sua natureza é praticamente impossível desvincular o M&A do ESG, em que medir os elementos citados acima é imprescindível para a finalidade de investimento em que tem a sustentabilidade como um dos critérios para concretização do negócio.


ESG e a sua importância no M&A


Os três pilares do ESG são requisitos cada vez mais exigidos no Brasil, tendo em vista a evolução do mercado corporativo e a criação de uma legislação com objetivos que visam trazer estabilidade e transparência nas operações de negócios.

Mas será que tal cenário faz do ESG tão importante para o mercado e atividades de M&A? Isso é o que veremos a seguir.


Cumprimento do compliance


Com a promulgação da Lei Nº 12.846/13 que dispõe sobre a responsabilidade administrativa e civil de pessoas jurídicas, o Brasil iniciou um movimento de exigência da transparência nas operações das empresas, baseando-se nos princípios do compliance, ou seja, agir conforme a norma.

Falando do ESG, o seu pilar que trata da governança tange com a importância do compliance e transparência que o mercado de M&A tem exigido aqui no Brasil, a falta desse pilar pode representar a não concretização das fusões e aquisição.

Nesse aspecto, o ESG é base fundamental para o M&A no cumprimento do que é correto pelo ponto de vista ético, garantindo processos auditáveis e, além disso, que atua como pilar para o cumprimento do que a legislação estabelece.


A sustentabilidade como requisito para concretizar negócios


O Brasil é um país abundante em recursos naturais, e preservá-los é responsabilidade de todos, inclusive, das empresas. Nos processos de fusão e aquisição acaba tendo como requisito para concretização do negócio a sustentabilidade e preservação.

Seguindo a máxima das ciências econômicas que diz que “os recursos são limitados e as necessidades humanas são infinitas” o ESG atua como uma ferramenta que mede o nível de sustentabilidade das empresas envolvidas em aquisições e fusões.

Inclusive, empresas estrangeiras só aceitam negociar em terras brasileiras com as atividades de M&A se os pilares de sustentabilidade forem respeitados, caso contrário, haverá a instauração do ambiente que inviabiliza a concretização do negócio.


Responsabilidade social e o M&A


O Brasil está passando por um período de transição em que os investimentos nos modelos tradicionais estão cada vez mais perdendo força, pois, como dissemos, os investidores desejam mais que bons retornos financeiros, cujo propósito passa a dar destaque também a um dos pilares do ESG: a responsabilidade social.

Mas o que isso tem a ver com M&A? A resposta é: tudo! O fato é que os investidores analisam profundamente as opções em fusões e aquisições, priorizando as que estão alicerçadas nos pilares do ESG.

No território brasileiro, nunca se falou tanto em empresas socialmente responsáveis, ou seja, aquelas que vão além da produção de bens de consumo ou prestação de serviços, mas que têm em sua concepção e filosofia a transformação de toda a sociedade em que está inserida, transformando vidas e ajudando a fomentar a economia nacional.

Isso faz o conceito de ESG crescer no Brasil, principalmente, pelo fato de que as grandes gestoras internacionais e fundos empresariais não investem em negócios que não estão em acordo com o pilar de responsabilidade social do ESG.

Para essas empresas o processo de M&A é levado muito a sério e, com isso, ter o ESG como balizador é algo imprescindível na tomada de decisão de investimento na aquisição ou fusão de um negócio.

Em um apanhado de tudo que citamos nesse artigo, fica claro que o ESG não é algo passageiro, ou seja, a tendência é do seu crescimento no Brasil. Atrelado a esse fato, as atividades de M&A também crescem de maneira exponencial em território nacional, e para que o sucesso seja alcançado, o ESG é um dos pré-requisitos para a efetivação da proposta de negócios.

O tema ESG é tão importante para o M&A e investimentos que a B3 tem a carteira de empresas que compõem o seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3).

Sendo assim, conseguimos responder ao questionamento se o ESG é mesmo importante durante um M&A no Brasil, onde é inegável a afirmativa para essa questão. Vale ressaltar ser altamente recomendado que todas as empresas adotem esse posicionamento, independente de estar em processo de M&A ou não.

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