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Como garantir a segurança nas transações de M&A?

Atualizado: 22 de abr.

Processos de Fusões & Aquisições só são bem sucedidos e trazem os resultados esperados quando conduzidos de forma planejada, estruturada e, principalmente, segura. A incorporação de um novo empreendimento ou a união de duas empresas invariavelmente vai representar mudanças profundas nos negócios e é necessário adotar boas práticas de segurança nessa transição.

A seguir, observe como garantir essa segurança.



Segurança de dados

As M&A sempre existiram e sempre exigiram protocolos de segurança bem alinhados. Porém, o primeiro ponto é entender o cenário atual em que essas movimentações acontecem. Vivemos na era da digitalização dos dados, o que também trouxe maios suscetibilidade a informações de teor confidencial.

Já foram diversos casos em que o vazamento de dados sensíveis fragilizou grandes empresas, como Facebook e Netshoes, por exemplo. Cabe ao profissional de M&A mapear os riscos apresentados pela empresa que será adquiriria ou unida no que se refere à gestão de dados e informações. Muitas vezes, é necessário contratar um profissional com expertise técnica para fazer uma análise menos genérica e mais aprofundada.

A LGPD ajudou no sentido de trazer mais rigor e parâmetro para o tratamento de dados pelas empresas. A partir dela, o não cumprimento dos padrões de segurança de dados pode trazer graves consequências financeiras para o empreendimento.

Assim, para empresas que estão ou que entrarão em dinâmicas de Fusões e Aquisições, dar uma atenção especial à segurança digital e entender como o outro empreendimento em questão se comporta em relação a isso pode evitar problemas futuros de grandes dimensões.

Avaliação de riscos

Outra etapa fundamental do processo de Fusões e Aquisições, para trazer mais segurança à transação, é o mapeamento e avaliação de riscos. Em relação a isso, o compliance é uma ferramenta de extrema importância.

O primeiro passo é identificar quais são os riscos dessa transação e o que está em jogo. Para depois avaliar os possíveis impactos de cada um deles e como mitigá-los. Além disso, também é imprescindível que a empresa esteja preparada para atuar caso esses riscos se concretizem, apesar de todos os esforços para erradicá-los.

O compliance entra em cena para verificar o cumprimento de normas, regras e leis que regem a empresa. Além disso, as auditorias também são essenciais para identificar possíveis desvios de conduta que aconteçam dentro do empreendimento e de que forma.

E não se esqueça de colocar nesse balanço os riscos relacionados às pessoas. Não basta existir normas rigorosas determinando as práticas que podem ser realizadas dentro da empresa. Lembre-se de que são as pessoas que as colocam em execução ou não.

Ao aplicar um processo de compliance individual, principalmente com os profissionais de alto escalão, que têm acesso às movimentações financeiras e aos dados, é possível avaliar a sua flexibilidade moral. Isto é, o quão propensos eles são a deixar as normas e a ética em segundo plano diante de determinadas circunstâncias.


Due diligence

Due diligence ou diligência prévia é um processo bastante extenso e que também deve ser executado antes de fechar uma fusão ou aquisição e que está associado à mitigação de riscos. Entre as atividades que fazem parte da due diligence estão:

  1. Mapeamento de questões contábeis, trabalhistas e previdenciárias, tanto para detectar riscos quanto para reconhecer oportunidades;

  2. Levantamento de todos os dados necessários para avaliar de forma crítica a operação de M&A e, assim, garantir a tomada de decisão com base em informações tangíveis;

  3. Diagnóstico geral do empreendimento, para estruturar o investimento que será realizado do ponto de vista fiscal.

Quando a diligência prévia é aplicada especificamente em M&A, ela costuma ser composta pelas seguintes etapas:

  1. Avaliação dos objetivos corporativos;

  2. Identificação dos recursos que precisarão ser despendidos para a realização dessas metas;

  3. Análise completa das finanças empresariais, incluindo inventário, projeções futuras, histórico de ações, dívidas de curto/médio/longo prazo, balanços e demonstrações de resultados, formulários, documentos fiscais…

  4. Inspeção completa dos documentos;

  5. Plano de negócios.

Com todas essas informações em mãos, a empresa consegue fazer a sua oferta final munida de dados. Não estará pisando em terreno desconhecido, mas investindo em um negócio cujo cenário entende. Isso agrega segurança a todas as partes envolvidas.


Análise da cultura institucional

Quando ocorre uma fusão ou aquisição, naturalmente, haverá a união de duas empresas que possuem culturas institucionais diferentes. E isso pode trazer algum nível de fragilidade e insegurança também. Nesse sentido, é essencial ponderar os seguintes pontos:

  1. Quais são as distinções entre essas culturas?

  2. Elas são conciliáveis e podem enriquecer ambos os empreendimentos ou não?

  3. Estão todos dispostos a ceder e abrir mão das suas verdades absolutas em prol de uma adaptação, para que surja uma terceira cultura que vai representar as duas empresas?

Muitas vezes, essas questões são deixadas de lado e têm a sua importância negligenciada. Culturas opostas, que se unem em um mesmo ambiente sem que haja uma preparação adequada para isso podem criar um espaço de rivalidade e de competitividade muito além do que seria saudável.


Determinação do valuation

A segurança dos investimentos também precisa ser garantida. É preciso se certificar de que o quanto se vai investir para adquirir aquele empreendimento está condizente com o mercado. Assim, a melhor alternativa é contratar uma empresa especialista na determinação do valuation.

Uma empresa especializada, além de conhecer todos os critérios que precisam ser considerados na definição do valor, também tem a vantagem de ser neutra nessa transação. Ou seja, não existe suspeita de que nenhum dos lados será favorecido. Logo, a transação acontece com mais transparência e segurança para todos.


Data room virtual

Por fim, para garantir a segurança da fusão ou aquisição, também é importante que os processos aconteçam em um ambiente seguro. O data room virtual permite o armazenamento e a verificação dos documentos, de maneira confiável.

Ele pode ser configurado para diferentes níveis de acesso, justamente para evitar o vazamento de dados. Assim, cada área pode ter o seu próprio login e senha e acessar apenas os documentos e informações que competem a ela.

Ao contar com um bom virtual data room e observar todas as outras orientações, o processo de M&A vai acontecer de forma transparente, segura e tranquila!

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