Entenda o que é compliance e qual é sua importância

7 minutos para ler

A ideia de compliance é muito importante para as empresas, independentemente de seu objetivo. Seja para as que estão passando por processos de transações empresariais, seja para as que desejam otimizar a continuidade do negócio, a conformidade é uma solução que ajuda na organização das operações e garante uma série de benefícios. 

Afinal, estar em dia com esse termo é uma forma de assegurar transparência e clareza sobre o modo como questões problemáticas são resolvidas internamente. 

O processo confere segurança e tranquilidade aos parceiros de negociação, por exemplo, e permite uma certa previsibilidade de que não haverá problemas muito graves a serem enfrentados no futuro. Desse modo, é possível conduzir fusões ou aquisições com maior agilidade, por exemplo. 

Para saber mais sobre o compliance e entender sua importância e como aplicar em uma empresa, acompanhe o artigo.

O que é compliance?

O conceito compliance diz respeito a estar em conformidade, ou seja, de acordo com algo, de modo a evitar multas, indenizações e outras interferências. No sentido usual, é estar de acordo com leis e normas que regem um determinado assunto. O termo abarca a preocupação de todos os setores com regulações internas e externas. Ou seja, no âmbito fiscal, ambiental, da segurança, contábil, entre outros.

Em outras palavras, trata-se de uma forma de usar as diversas normas reguladoras em favor da empresa. Ao adaptar os processos para obedecer a essas leis, as companhias se organizam melhor, passam a conhecer melhor as suas atividades internas e geram transparência e visibilidade, bem como proteção de todos os envolvidos. 

Ao implementar adaptação, geralmente por meio de auditorias e planos específicos, a gestão consegue prevenir problemas maiores, associados às áreas. Estar de acordo com as definições de segurança de dados, por exemplo, é crucial para que as organizações se mantenham consistentes e protegidas contra-ataques virtuais, crimes e ações de mal-intencionados. 

Ou seja, o compliance obriga as empresas a pensarem além e adotarem ações de análise de risco para evitar que ameaças se concretizem. Veremos mais sobre a importância desse conceito adiante neste post. 

Em um processo de M&A, por exemplo, o conhecimento sobre o nível de maturidade do negócio e de conformidade é fundamental antes do fechamento da negociação. Afinal, é preciso saber se há riscos e brechas abertas ou se é possível confiar que a companhia não terá dificuldades com entidades reguladoras. 

Como o conceito deve ser aplicado dentro da empresa?

Adotar uma postura focada em compliance é um processo vantajoso, mas requer cuidados e alguns passos a serem seguidos. 

Inicialmente, é fundamental entender por que estabelecer conformidade com essas leis. Nesse sentido, o primeiro passo se torna compreender a importância da lei em questão e como ela atua. Então, será possível avançar para ideias e insights sobre como garantir que ela se torne realidade na empresa.

A análise de risco também é imprescindível. É necessário que os gestores entendam e vejam de forma clara quais são os perigos e ameaças que a organização enfrenta no seu contexto, principalmente para pensar em regulações internas.

Contudo, isso inclui levantar as implicações da falta de compliance também. Essa investigação reforça ainda mais a necessidade de processos de segurança e acompanhamento das normas.

Então, a próxima etapa é partir para políticas e estratégias diretas de adaptação. Depois de compreender profundamente como a lei funciona, a empresa poderá pensar em como se adaptar e como gerenciar os seus ativos a fim de evitar ferir os princípios mais importantes das normas gerais. Essas políticas incluem boas práticas e conscientização de todos os membros.

Em casos de leis internas, a empresa pode, a partir da análise dos riscos, definir algumas normas para garantir organização e menos prejuízos.

Isso nos leva ao quarto ponto. A comunicação é de extrema importância quando se trata de compliance. Não à toa, falamos em conformidade como uma mudança na cultura organizacional da companhia, que passa a adotar novas preocupações e adquirir uma adaptação da missão.

Nesse sentido, a gestão deve garantir clareza na disseminação de informação e no diálogo acerca das normas internas e externas, evitando ruídos e gargalos. 

Qual é a real importância do compliance para a minha empresa?

Veremos mais sobre a importância desse termo.

Credibilidade

Quem foca compliance, melhora consideravelmente a credibilidade no mercado. Ou seja, a reputação é otimizada, já que a empresa organiza seus processos, padroniza suas rotinas e garante a ordem e organização. 

Como existem menos questões com órgãos regulamentadores e menos multas e indenizações, a imagem da companhia não é afetada. Pelo contrário: a impressão que transmite é de uma corporação consistente e que está fazendo o que é certo.

Desse jeito, fica bem melhor para encontrar parceiros de negócio e conduzir transações no mercado. Uma boa reputação também atrai investidores e pessoas interessadas em contribuir para o crescimento da companhia, esperando fazer parte do sucesso dela. 

Redução de custos

Outra questão que merece menção é a redução de custos. Se há menos problemas com as leis, menos multas e despesas legais, a empresa economiza bastante e consegue se manter financeiramente sustentável. Além disso, há maior previsibilidade nas finanças, visto que esses prejuízos de falta conformidade surgem quase sempre inesperados e prejudicam a análise de fluxo de caixa e as conferências financeiras.

Melhoria na governança 

As leis ajudam a regular a administração da companhia e a forma como os processos são executados. Há maior controle, mais previsibilidade e organização, e isso coopera com o trabalho da liderança no geral. 

Continuidade de empresa

Outro ponto que temos mencionado com certa frequência é a continuidade da empresa. Muitos negócios não subsistem depois de auditorias específicas que encontram problemas de conformidade. Em alguns casos, multas muito pesadas e punições envolvendo as operações criam danos irreparáveis que comprometem o futuro da corporação. 

Por isso, uma forma de evitar esse cenário é estar de acordo com todas as normas, independentemente de área. Assim, é possível assegurar saúde para as operações e suporte ao crescimento. 

Qual é a relação entre LGPD e compliance?

A LGPD é a Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada em 2018 no Brasil e que entra em vigor em 2020. É uma norma baseada na GDPR (General Data Protection Regulation) e foca bastante o controle do usuário sobre seus dados pessoais. Nesse sentido, as empresas precisarão pedir o consentimento do titular antes do tratamento, além de informar a necessidade e finalidade.

Sempre que o cliente solicitar a alteração ou exclusão dos dados, a companhia deve obedecer, pois o controle é do dono. Essa questão também inclui a necessidade de remover naturalmente as informações das bases sempre que uma finalidade for cumprida. 

Como se trata de uma lei importante em vigor, a LGPD requer um esforço de compliance por parte das corporações e instituições menores. É preciso entender a norma e se adaptar a ela, organizando o ciclo de vida dos dados, abrindo canais de comunicação para os clientes e criando comitês específicos para gerenciar a adaptação em si. Caso isso não ocorra, a multa pode ser de até 50 milhões de reais.

O compliance é um processo fundamental para empresas que desejam se manter saudáveis e competitivas no mercado, bem como conseguir negociações. Afinal, não evitar que entidades maiores interrompam suas atividades e apliquem punições é um problema, assim como abrir brechas para desastres ou criar vulnerabilidades de segurança também.

A ideia de conformidade também inclui o cuidado com as leis definidas internamente, o que deve ser feito de acordo com o que a gestão acredita.

Gostou da nossa abordagem? Nos acompanhe nas redes sociais e continue antenado nas novidades. Estamos no Facebook, no LinkedIn e no Instagram.

Posts relacionados