Como fazer due diligence da forma correta é crucial para um M&A bem-sucedido

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Durante os processos de fusão e aquisição de empresas, saber como fazer Due Diligence de uma maneira correta é crucial para o sucesso do negócio. A companhia que tem a capacidade de identificar os dados corretamente e avaliá-los com foco em resultados consegue mitigar riscos em todas as etapas do projeto. Desse modo, as chances de as decisões tomadas não atingirem os resultados esperados são muito menores.

Para ajudar você a compreender como fazer Due Diligence da melhor maneira e quais os passos necessários para mitigar riscos, preparamos a leitura a seguir. Veja, a seguir, o impacto que esse processo pode ter nos seus projetos de M&A!

O que é a Due Diligence?

O termo Due Diligence pode ser traduzido diretamente como diligência prévia. Ele é usado para identificar os riscos e possibilidades existentes em processos de fusão e aquisição de empresas. Dessa maneira, o gestor pode tomar decisões com mais segurança e diminuir as chances de um prejuízo acontecer.

Em outras palavras, a Due Diligence é um processo de auditoria e levantamento de dados que ocorre em processos de M&A. Ele auxilia o gestor a identificar o estado real do negócio a partir de diferentes aspectos. Desse modo, ele conseguirá avaliar corretamente se há uma boa oportunidade de retorno após o projeto ser executado, se há a necessidade de executar ajustes ou se os riscos de prejuízos estão além do que a companhia pretende lidar.

Qual a importância da Due Diligence

Em processos de M&A a Due Diligence tem um papel crítico. Será ela a responsável por auxiliar os times a identificarem todos os riscos envolvidos no projeto, assim como o seu nível de viabilidade econômica. Além disso, essa etapa permite ao gestor avaliar se existem pontos que não podem ser modificados e, consequentemente, tornam inviável a fusão ou aquisição de um negócio (como conflitos relacionados à proteção da propriedade individual).

Em outras palavras, a Due Diligence dá aos profissionais uma visão abrangente sobre o estado da companhia que está envolvida no projeto de M&A. Isso reduz as chances de o negócio ter dificuldades para atingir os seus objetivos, afinal, aspectos como a estrutura tributária e os processos trabalhistas em curso serão vistos de maneira clara e transparente. Desse modo, ajustes poderão ser feitos de modo preciso para garantir que os objetivos sejam alcançados com facilidade.

Como fazer a Due Diligence?

A Due Diligence depende de um amplo processo de compartilhamento de dados entre todos os envolvidos. Os profissionais dos setores envolvidos precisam estar comprometidos em garantir que todas as informações fiquem acessíveis. Ao mesmo tempo, medidas devem ser aplicadas para reduzir os riscos de qualquer tipo de violação de dados atingir a empresa.

Em geral, os processos de Due Diligence são divididos em poucas etapas. Confira cada uma delas a seguir!

Levantamento de informações

Qualquer pessoa que sabe como fazer Due Diligence entende essa etapa como uma das mais importantes (e que deve ser feita com prioridade). Os analistas devem levantar todos os dados importantes e necessários para um estudo criterioso. Isso inclui, mas não se limita a, itens como:

  • livros fiscais;
  • balanços comerciais;
  • demonstrações financeiras;
  • dados contábeis;
  • registros de patente e qualquer item que esteja protegido por propriedade intelectual;
  • informações sobre processos judiciais em curso;
  • dados sobre a dívida ativa do empreendimento;
  • número e valor de cada ativo e passivo da empresa;
  • registros sobre o capital disponível para investimentos;
  • dados sobre os prejuízos enfrentados nos últimos anos;
  • certidões fiscais;
  • dados sobre declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • comprovantes de recolhimentos de tributos;
  • informações sobre a estrutura previdenciária da empresa;
  • dados da infraestrutura tecnológica (como equipamentos, licenças de software ativas e sistemas utilizados);
  • contratos de prestação de serviços prestados e contratados.

Para garantir que nada seja ignorado, a empresa deve manter um diálogo aberto com todos os envolvidos. Cada setor deve saber a importância de obter acesso a tais informações e como elas serão úteis para a obtenção de um bom resultado. Por isso, não deixe de ter uma boa comunicação com cada pessoa.

Elaboração de um relatório com o que for encontrado

Todos os dados coletados devem entrar em um relatório que resuma os principais pontos. Ele deverá listar possíveis ameaças para as receitas da empresa, pontos que podem ser modificados para otimizar os resultados ou fatores que podem contribuir para o sucesso do projeto de M&A. Para isso, algumas medidas devem ser adotadas, tais como o uso de indicadores, gráficos e metodologias de filtragem de informações.

O relatório da Due Diligence jamais deve ignorar pontos críticos e que impactam diretamente nos resultados de processos de M&A. A companhia precisa garantir que o gestor tenha tudo o que for relevante para uma tomada de decisão robusta e alinhada com as metas de médio e longo prazo. Por isso, sempre tenha cuidado ao definir o que será ou não incluído em seu relatório.

Análise dos dados

Por fim, os dados obtidos nas etapas anteriores e inseridos no relatório devem ser avaliados. O gestor deve focar naquilo que for essencial para a sua tomada de decisão e como cada registro se alinha com os objetivos da empresa. Desse modo, os times poderão se preparar para um projeto de M&A robusto e capaz de ser executado evitando riscos e problemas comuns.

Como uma due diligence afeta o processo de M&A?

Em projetos de fusão e aquisição de empresas, ter os dados corretos é algo crítico. A companhia precisa avaliar cada aspecto dos negócios envolvidos para evitar que riscos afetem os seus resultados. Além disso, identificar o que pode ser modificado e quais são os pontos que podem ser incorporados ao dia a dia da empresa por serem uma oportunidade de melhorar os seus resultados.

Identificar as patentes existentes, por exemplo, melhora o cálculo do retorno sobre o investimento. Já os processos ativos e a dívida que a empresa tem evita que prejuízos ocorram, afinal, o impacto de tais fatores será identificado com precisão. Vale destacar, também, que boas práticas (ou rotinas pouco eficientes) poderão ser identificadas, evitando que o processo de integração seja mal executado.

Sendo assim, sempre busque os melhores caminhos para identificar como fazer Due Diligence em seus projetos de M&A. Assim, a companhia poderá evitar prejuízos e garantir alta competitividade sempre que buscar atuar em um novo mercado ou incorporar um concorrente.

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